Uma reflexão sobre a comunicação no contexto do preconceito social

riscos rápidos de crayon sobre cartolina - 2009
Pessoas que procuram fazer trocas intelectuais apenas com quem sentem afinidade por gostos ou interesses e não se dispõem a conhecer os outros na informalidade acabam conversando sempre os mesmos assuntos triviais,
quadrados, repetindo eternamente conceitos antigos, sem formular novos que se adequem as circunstâncias e realidades presentes. O crescimento interior e a sabedoria se desenvolvem através de somas e encaixes dentro daquilo que sabemos pelas nossas experiências e do que podemos aprender conhecendo novas pessoas e abrindo canais de comunicação com elas. Permanecer-se fechado e isolado apenas a grupos de afinidade intelectual, social ou situacional, não deixa de ser uma forma de preconceito velado onde reforçamos ainda mais nosso pequeno discurso quadrado, repetido, reacionário e inseguro. Evitando assim a descoberta de pessoas e idéias que sempre nos pareceram desinteressantes preconceituosamente, através de uma análise superficial frequentemente precipitada e geralmente carregada de interpretações somente visuais ou repentinas. É como ter “aquela velha opinião formada sobre tudo”. Toda argumentação e toda visão é válida, mesmo que um fale círculos e outro triângulos, sempre podem surgir novas formas dessas misturas.“A vaidade dos outros nos incomoda, quando fere a nossa própria vaidade” – Nietzche
23 de junho de 2005 – alterado em 07/03/2007 – 20/07/2009

